Maguito Vilela, do MDB, é eleito prefeito de Goiânia

Maguito Vilela, do MDB, é eleito prefeito de Goiânia

Maguito Vilela, do MDB, foi eleito neste domingo (29) prefeito de Goiânia para o mandato de 2021 a 2024. Internado em tratamento contra o coronavírus há mais de 1 mês, o candidato derrotou Vanderlan Cardoso, do PSD. Ao fim da apuração, ele teve 52,60% dos votos válidos. Foram 277.497 votos no total.

  • O político, de 71 anos, disputou o 2º turno e foi eleito sem saber dos resultados das urnas, pois está sedado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de São Paulo.

O resultado foi divulgado às 18h42 deste domingo (29). Vanderlan Cardoso teve 250.036 votos, o que totalizou 47,40% dos votos válidos. A eleição em Goiânia teve 36,75% de abstenção, 4,26% votos brancos e 9,86% votos nulos.

O vice-prefeito de Maguito é Rogério Oliveira da Cruz, do Republicanos, que é vereador em Goiânia e tem 54 anos. Após o resultado, a equipe de campanha se reuniu em um hotel da capital e fez uma oração pela recuperação do prefeito eleito.

“Agradecemos ao eleitor por depositar seu voto no Maguito Vilela. Ele se multiplicou em Goiânia, porque criamos uma força grande de aliados. Todo o plano de Maguito será executado nos próximos quatro anos, e ele estará ao nosso lado”, disse o vice-prefeito eleito.

 

Equipe de Maguito Vilela comemora vitória e faz oração pela sua recuperação da Covid-19

O filho de Maguito Vilela e presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, disse que foi uma campanha atípica.

“Não posso deixar de registrar um fato desta campanha desrespeitosa contra o nosso candidato, uma campanha vergonhosa, pessoas que demonstraram não ter o mínimo escrúpulo com a vida humana. Saíram por aí, nesta semana, com carros de som anunciando a morte do candidato adversário e disparo em massa no WhatsApp com mensagens de fake news relativas ao estado de saúde do candidato. Com certeza, isso teve influência e trouxe insegurança a muitas pessoas” disse.

Daniel Vilela disse ainda que espera um diálogo entre o poder municipal e o estadual. “Tentamos agenda com o governador Ronaldo Caiado desde antes da campanha e não conseguimos. Acredito que agora, depois das eleições, com certeza ele terá”, completou. Após a vitória, o governador publicou uma nota parabenizando Maguito pela vitória nas urnas.

Maguito e Rogério fazem parte da coligação Pra Goiânia Seguir em Frente, formada pelos partidos PMB/ PTC/ Patriota/ MDB/ Republicanos/ PC do B.

Apuração

 

  • Votos totais: 614.272
  • Votos válidos: 527.533
  • Brancos: 26.193
  • Nulos: 60.546
  • Abstenção: 356.949

 

Vice-prefeito Rogério Vilela (de camisa azul) agradece votos dados a Maguito Vilela — Foto: Rafael Oliveira/G1

Derrota

 

Vanderlan reconheceu a derrota, mas disse que foi um resultado positivo e que já esperava a quantidade de votos que recebeu. “Fizemos uma campanha bonita desde o primeiro turno. Fomos para o segundo turno, não tivemos com quem debater. Foi uma campanha atípica. O principal concorrente está lutando pela vida em um leito de UTI em São Paulo. O vice não saiu para o debate, e o eleitor ficou confuso”, disse.

Ele avalia que a falta de um debate entre os candidatos foi um dos motivos para a grande abstenção nas urnas, que foi de 36%. Por fim, desejou que Maguito Vilela se recupere da Covid-19.

“Desejo ao Maguito Vilela o restabelecimento para vir e assumir a prefeitura, que está com muitas demandas. Desejo a ele sorte. Vou colocar meu mandato como senador da República [à disposição da prefeitura], como eu coloquei no primeiro dia que fui eleito como senador, me reuni com o prefeito Iris Rezende, para ajudar a trazer recursos para a cidade”, completou.

Carreira política de Maguito

 

Maguito já foi eleito vereador por Jataí, deputado estadual e federal e vice-governador. Também foi governador de Goiás entre 1995 e 1998, quando disputou e ganhou a eleição para senador. Em 2007, foi nomeado por Guido Mantega, então ministro da Fazenda, como vice-presidente do Banco do Brasil.

Covid-19

 

Maguito Vilela testou positivo para o coronavírus no dia 20 de outubro. Dois dias depois, ele foi internado em um hospital de Goiânia. No dia 26, para garantir maior suporte ventilatório e tratar as inflamações no pulmão, ele foi transferido para um leito de UTI.

No dia seguinte, em 27 de outubro, o político foi levado ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento contra o coronavírus, onde está internado até este domingo. Maguito foi entubado no dia 30 de outubro, chegou a ser extubado em 8 de novembro, mas voltou à ventilação mecânica no dia 15, durante o 1º turno das eleições.

Atualmente, ele está com uma traqueostomia e ligado a uma máquina chamada ECMO, que funciona como um pulmão mecânico.

Em agosto deste ano, Maguito perdeu duas irmãs para a Covid-19 em um intervalo de menos de dez dias. Elas tinham 82 e 76 anos e moravam em Jataí, cidade natal do político localizada no sudoeste de Goiás.

Fonte: www.globo.com

Médico da FPF só cogita volta do Paulistão após desaceleração do coronavírus

Federação Paulista de Futebol (FPF) determinou, na manhã desta segunda-feira, a paralisação do Campeonato Paulista. A medida, que foi tomada para conter a velocidade de contaminação por coronavírus, certamente bagunçará o calendário do futebol brasileiro em 2020. E, pelo menos por enquanto, não tem previsão para acabar.

Em entrevista exclusiva ao Esporte em Discussão desta segunda-feira, o diretor médico da Federação Paulista de Futebol, Moisés Cohen, revelou que só será possível pensar na retomada do torneio estadual quando houver uma desaceleração dos casos de coronavírus em São Paulo.

“Essa previsão não é estática, ela é dinâmica… O Ministério da Saúde terá gráficos da velocidade de contaminação por coronavírus no Brasil. Quando essa curva atingir o pico e começar a abaixar, aí é o momento de começarmos a planejar com um pouco mais de eficiência e segurança as voltas dos campeonatos”, explicou. “Nesse momento, é tudo muito embasado em situações hipotéticas. Temos de esperar e observar como será o comportamento desse vírus no Brasil”, acrescentou.

Cohen, no entanto, defendeu a decisão tomada pela FPF em conjunto com os clubes. “Esse tema é bastante polêmico, mas a gente tem de se basear em parâmetros. E os parâmetros que a federação tem utilizado são única e exclusivamente pautados nos dados do Ministério da Saúde, que é quem detém as informações e projeções a respeito do coronavírus. Essa decisão, tomada pela federação em conjunto com os clubes, foi inteligente”, definiu.

“Enquanto você consegue rastrear a origem das contaminações, é mais tranquilo. Mas, agora, a contaminação em São Paulo já é comunitária, ou seja, você já não consegue mais saber de onde veio. E é por isso que estamos tomando os devidos cuidados”, finalizou.

Fonte: jovempan.com.br

Após circuit breaker, Bovespa opera em baixa de pelo menos 8%

A Bolsa de Valores Brasileira (B3) continua operando em baixa após o circuit breaker. O mecanismo, acionado na manhã desta segunda-feira (16), interrompeu as negociações por 30 minutos.

Às 12h41, aproximadamente, a B3 operava em queda de pelo menos 8,62%. A bolsa chegou a atingir -14%, colocando em risco um possível segundo circuit breaker em menos de duas horas.

Pelas regras, ao atingir queda superior a 10%, o mecanismo é acionado e as negociações paralisadas por 30 minutos. Na segunda vez em que ocorre no mesmo dia, quando há queda igual ou superior a 15%, o circuit breaker interrompe os negócios por 1 hora e, em um terceiro caso, se houver operação a -20%, as negociações são novamente interrompidas e a Bolsa decide por quanto tempo.

A queda das ações já era esperada para esta segunda-feira após os bancos centrais dos EUA, China, Coreia do Sul e Japão anunciarem medidas para conter a eminente crise econômica causada pelo novo coronavírus.

Neste momento, o dólar comercial opera em alta de 2,85%, sendo vendido por R$ 4,9503.

Fonte: jovempan.com.br/noticias