Nova certificação reforça papel do alumínio sustentável na construção civil

Nova certificação reforça papel do alumínio sustentável na construção civil

O alumínio brasileiro acaba de ganhar mais um importante reforço em sua trajetória de sustentabilidade. O Governo Federal anunciou a publicação da ABNT NBR 17298:2026, norma que estabelece critérios para a certificação sustentável de chapas laminadas de alumínio dentro do programa Selo Verde Brasil.

A iniciativa representa um avanço significativo para o setor, que vem se consolidando como um dos principais fornecedores de materiais para construções modernas, eficientes e alinhadas às práticas ESG (Ambiental, Social e Governança).

A nova certificação tem como objetivo incentivar a produção sustentável, aumentar a transparência dos processos produtivos e fornecer ao mercado parâmetros mais claros para a avaliação do desempenho ambiental dos produtos fabricados no país.

O alumínio já é reconhecido mundialmente por suas características sustentáveis. Além de ser um material leve, resistente e durável, possui uma das maiores taxas de reciclagem da indústria global. No Brasil, a cadeia produtiva do alumínio é referência internacional em reciclagem, contribuindo para a redução do consumo de recursos naturais e das emissões de carbono.

Para a construção civil, a nova certificação pode representar um diferencial importante. Arquitetos, construtoras e incorporadoras estão cada vez mais atentos aos critérios ambientais na escolha de materiais utilizados em seus projetos. Nesse cenário, produtos certificados ganham destaque em empreendimentos que buscam maior eficiência energética, certificações ambientais e valorização imobiliária.

O alumínio possui ampla aplicação em esquadrias, fachadas, revestimentos, estruturas, sistemas de proteção solar e diversos componentes utilizados em obras residenciais, comerciais e industriais. Sua versatilidade permite atender às exigências da arquitetura contemporânea, que valoriza grandes vãos, iluminação natural e soluções de longa durabilidade.

Além dos benefícios ambientais, a certificação fortalece a competitividade da indústria brasileira em um mercado cada vez mais exigente. Empresas que investem em processos sustentáveis tendem a conquistar novas oportunidades de negócios e atender demandas de clientes que priorizam responsabilidade ambiental.

Especialistas acreditam que a tendência é de crescimento contínuo da utilização de materiais certificados nos próximos anos. A combinação entre desempenho técnico, sustentabilidade e inovação coloca o alumínio em posição estratégica para atender às necessidades da construção civil moderna.

Com a publicação da nova norma, o setor dá mais um passo rumo ao fortalecimento da economia circular e à consolidação do alumínio como um dos materiais mais importantes para o futuro das construções sustentáveis no Brasil.

Importação de vidro cresce e acende alerta na indústria brasileira

O mercado brasileiro de vidro vive um momento de atenção. Dados recentes divulgados por entidades do setor apontam um crescimento expressivo das importações de vidro plano nos primeiros meses de 2026, gerando preocupação entre fabricantes nacionais e empresas ligadas à cadeia da construção civil.

Segundo representantes da indústria, o volume de vidro importado já ultrapassa uma parcela significativa do total registrado ao longo de todo o ano anterior. O cenário tem levado o setor a discutir os impactos da concorrência internacional sobre a produção brasileira, os investimentos industriais e a geração de empregos.

O vidro é um dos materiais mais importantes para a construção civil moderna, estando presente em fachadas, esquadrias, divisórias, guarda-corpos, vitrines e projetos arquitetônicos de alto padrão. Por esse motivo, qualquer alteração na dinâmica de oferta e demanda afeta diretamente fabricantes, distribuidores, processadores, vidraceiros e consumidores finais.

Especialistas apontam que a entrada crescente de produtos importados pode exercer pressão sobre os preços praticados no mercado interno. Embora isso possa representar oportunidades de compra em determinados momentos, também levanta preocupações relacionadas à competitividade da indústria nacional e à manutenção dos investimentos realizados nos últimos anos.

Outro ponto observado pelo setor é a necessidade de garantir que todos os produtos comercializados no país atendam aos mesmos padrões de qualidade, segurança e desempenho exigidos pelas normas técnicas brasileiras. A rastreabilidade dos materiais e a conformidade com os requisitos regulamentares são fatores fundamentais para assegurar a qualidade das aplicações em obras e edificações.

Apesar dos desafios, o mercado brasileiro de vidro continua apresentando perspectivas positivas de crescimento. O aumento da demanda por construções sustentáveis, fachadas modernas, conforto térmico e eficiência energética mantém o vidro como um dos materiais mais valorizados pela arquitetura contemporânea.

A expectativa é que o diálogo entre indústria, entidades representativas e órgãos reguladores contribua para o desenvolvimento equilibrado do setor, promovendo competitividade, inovação e segurança para toda a cadeia produtiva.

Para empresas que atuam diretamente com vidro e alumínio, acompanhar as movimentações do mercado torna-se cada vez mais importante para identificar oportunidades, antecipar tendências e oferecer soluções alinhadas às necessidades dos clientes.

Em um cenário global cada vez mais conectado, o desafio será encontrar o equilíbrio entre competitividade internacional e fortalecimento da indústria nacional, garantindo o crescimento sustentável do mercado brasileiro de vidro nos próximos anos.

Entraves para bons resultados da construção.

O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, afirmou que o Brasil não deve continuar focado apenas na produção primária, mas deve investir em uma agenda de redução de impostos e desburocratização. Para Silva, essas medidas são essenciais para o desenvolvimento da indústria nacional, incluindo a construção civil.

Atualmente, o Brasil é um país com uma carga tributária elevada, que chega a 33,6% do PIB. Isso representa um custo significativo para as empresas, que precisam repassar esse valor para os consumidores, tornando os produtos e serviços mais caros.

A desburocratização também é um problema para a indústria brasileira. O país tem um dos sistemas mais complexos do mundo, com uma grande quantidade de regras e regulamentações que dificultam a abertura e operação de empresas.

Essas condições tornam a indústria brasileira menos competitiva em relação a outros países. Para Silva, a redução de impostos e a desburocratização são medidas necessárias para nivelar o campo de jogo e permitir que as empresas brasileiras possam competir de forma mais justa.

Além desses fatores, o presidente da Fiesp também destacou a importância da digitalização, sustentabilidade e integração da indústria. Essas tendências são cada vez mais relevantes no setor da construção civil, que deve se adaptar para atender às demandas do mercado.

A digitalização pode ajudar a melhorar a eficiência e produtividade das empresas, além de reduzir custos. A sustentabilidade é um tema cada vez mais importante para os consumidores, que buscam produtos e serviços que sejam ambientalmente responsáveis. A integração da indústria permite que as empresas trabalhem de forma mais colaborativa, o que pode levar a ganhos de eficiência e inovação.

Por fim, Silva chamou a atenção para a necessidade da participação da sociedade para valorizar a indústria nacional. Ele afirmou que o consumidor deve dar preferência aos produtos e serviços produzidos no Brasil, o que ajudará a fortalecer o setor e gerar empregos.

A participação da sociedade é essencial para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da indústria. Quando os consumidores dão preferência aos produtos e serviços produzidos no Brasil, eles estão enviando uma mensagem clara às empresas e ao governo de que querem apoiar o setor produtivo nacional.

Exemplos de entraves específicos para a construção civil:

  • Impostos: o setor da construção civil é um dos mais tributados do país. Os impostos sobre a construção de imóveis podem chegar a 60% do valor total do empreendimento.
  • Desburocratização: o processo de licenciamento para construção de imóveis é complexo e burocrático. Isso pode levar a atrasos e custos extras para as empresas.
  • Digitalização: o setor da construção civil ainda é relativamente atrasado na adoção de tecnologias digitais. Isso pode prejudicar a eficiência e produtividade das empresas.
  • Sustentabilidade: o setor da construção civil é um dos maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa. As empresas precisam adotar medidas para reduzir seu impacto ambiental.
  • Integração da indústria: o setor da construção civil é fragmentado e pouco integrado. Isso pode levar a perdas de eficiência e inovação.

Como superar esses entraves:

  • Para reduzir impostos, o governo pode promover reformas tributárias que simplifiquem o sistema e reduzam a carga tributária para as empresas.
  • Para desburocratizar o processo de licenciamento, o governo pode simplificar as regras e reduzir a quantidade de documentos exigidos.
  • Para promover a digitalização, o governo pode oferecer incentivos às empresas que investem em tecnologias digitais.
  • Para estimular a sustentabilidade, o governo pode implementar políticas que incentivem as empresas a reduzir seu impacto ambiental.
  • Para promover a integração da indústria, o governo pode incentivar a cooperação entre empresas e o desenvolvimento de tecnologias colaborativas.

A superação desses entraves é essencial para o desenvolvimento da construção civil no Brasil. Com um ambiente mais favorável, as empresas do setor poderão crescer e gerar empregos, contribuindo para o desenvolvimento econômico do país.

A confiança do empresário fica estável em novembro.

Após dois meses consecutivos da queda de confiança, período no qual o Índice de Confiança do Empresário Individual (ICEI) acumulou queda de 2,7 pontos em novembro de 2023, a indústria segue confiante, pois a linha segue acima da linha de divisória de 50 pontos.

O que são perfis de alumínio e onde são utilizados?

O Perfil de alumínio é uma placa fabricada em alumínio, muito utilizada na montagem de esquadrias, que tem uma diversidade de formatos e espessuras. De maneira geral, o perfil tem como finalidade prender materiais como o vidro e o policarbonato.

Há diversas variações como perfil em T, perfil em U, abas iguais ou desiguais, tubos, entre outras. E as espessuras podem variar entre 20 e 30 milímetros.

Esta estrutura tem como vantagens por ser robusta, segura e funcional.  Apresenta excelente custo-benefício por ter longa durabilidade, estética diferenciada, baixa manutenção e, principalmente por ser um material sustentável.

O perfil de alumínio favorece as instalações de janelas e portas de vidro para torná-la funcional para realizar os processos de abertura e fechamento com segurança e facilidade. Bem como realizar a instalação destes perfis em box de banheiros, telas mosqueteiras, cercas, portões, quinas de paredes e escadas e acabamento de estruturas do imóvel.

Abravidro: reforma tributária e projetos de moradia popular são esperanças para o setor de vidros.

Termômetro Abravidro

O termômetro Abravidro (Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos) coleta informações para o estudo econômico sobre a produção da vidreira nacional que permite acompanhar, mensalmente, o desempenho de vendas faturadas em m² da cadeia de processamento.

Rafael Ribeiro, presidente da Abravidro, declara: “Já dá para afirmar que 2023 foi um ano perdido para nosso segmento. Nos resta cuidar do caixa da empresa nos meses de novembro e dezembro, e ficar na expectativa de que as novas condições da economia nacional, como a reforma tributária, projetos de moradia popular e corte da taxa de juros, permitam um crescimento da construção civil em breve, aquecendo o consumo de vidro pelo País”.

De acordo com a Abravidro a coleta de informações para a edição de outubro ocorreu nos seis primeiros dias úteis deste mês, por meio de formulário online, com total de 103 empresas respondentes.

Cotação do alumínio e economia do Brasil: o que esperar para o futuro?

Mercado de Alumínios

As variações do dólar refletem diretamente no mercado de metais. E é fundamental preparar o cliente para identificar o momento de alta e baixa dos preços usados como referência global. O LME (London Metal Exchange) é uma fonte confiável em cotação de metal do mundo e seus indicadores são atualizados diariamente.

Ver tabela.

 

Economia no Brasil

A economia no Brasil sofre influência das taxas de juros, políticas governamentais, inflação e condições globais. A diversidade econômica do país engloba setores como agricultura, indústria e serviços. E as flutuações na moeda e desafios estruturais impactam o cenário econômico.

De acordo com o Portal da Indústria os principais indicadores econômicos 2023 são:

  • Expectativa de Crescimento do PIB: de 1,6% para 1,9%.
  • Setores:

Agropecuário com crescimento de 10,4% para 11%.

Indútria: alta de 0,4 para 0,5%

Serviços: projeção cresceu de 0,9% para 1,3%

  • Inflação: alteração passou de 5,31% para 5,58%
  • Perspectiva fiscal: aumento de 0,7%
  • Dívida bruta: As projeções indicam uma redução de 0,11 ponto percentual em relação ao mês anterior, atingindo 77,09%. No acumulado de janeiro a maio, as expectativas de mercado mostram uma redução desse indicador na ordem de 2,01 pontos percentuais.

 

Expectativas para o futuro no Brasil

Conforme pesquisa do Banco Mundial há uma janela de oportunidade para reformas que moldarão o desenvolvimento do Brasil nas próximas décadas. No estudo O Brasil do Futuro: Rumo à Produtividade, Inclusão e Sustentabilidade traz uma perspectiva de longo prazo sobre o desenvolvimento do Brasil, discutindo como ações prudentes hoje podem gerar oportunidades para uma sociedade mais próspera, inclusiva e sustentável nos próximos 20 anos. O relatório visa a estimular o debate público sobre um ciclo virtuoso para 2042, ilustrado por quatro cenários futuros.